top of page

PERDIDA EM MEUS PENSAMENTOS ....

  • 15 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Andei pensando e me vi relendo alguns dos relatos e textos que escrevi, para aprender e reler meus pensamentos. As vertentes em que caminho , nem sempre me levam ao mesmo ponto, por conta da esperança que trago em mim, pela fé que me impulsiona e que é meu porto seguro.

Já me achei e me perdi tantas vezes. Me busquei e me reencontrei, exatamente por poder contar com essas linhas, que me reapresentam a mim. Que não me permitem esquecer das minhas raízes, da minha essência, tão primordial, única e verdadeira. Por outro lado, sempre que aparece uma questão que me incomoda, me vejo diante de uma tela em branco , sendo preenchida por aquilo que não quer calar. Somos um acúmulo de experiências e de vivências que deveriam nos tornar mais sábios, serenos e pacientes. Mas não é muito assim que acontece. As vertentes da nossa liberdade tomam rumos que nem sempre conseguimos controlar, assim como nossa língua e os tais pensamentos. O peso ou a leveza de tudo isso são pontos a serem questionados intrinsecamente dentro de nós.

Tem gente que teme se aventurar em si mesmo, se conhecer melhor. Eu ao contrário, fuço meu baú de recordações até exaurir minhas forças, na busca sempre incessante de reavivar algum sentimento bom, que em mim tenha adormecido. Se temos a liberdade de pensar, de ir ou não, de silenciar, de nos entregarmos, de rir ou chorar, porque não nos entregarmos, se cabe somente a nós? e os que estão a nossa volta, só irão saber se revelarmos o que se passa em nós?!!!!!!! Mas essa mesma liberdade pode descambar para o lado "negro da força", quando se levanta calúnias, se faz intrigas, julgamentos, fofocas e tudo mais. Somos um acúmulo complexo de várias palavras que nos definem e são cheias de tantos sentidos, que dentro dela muitas vezes nos perdemos ou nos vemos em um beco sem saída, única e exclusivamente como resultado de nossas atitudes. As vezes não queremos nos dar conta que nossa liberdade tem uma linha limítrofe, onde uma começa, termina a outra e vice versa. Porque não vivemos isolados como ermitões, e haverá sempre uma oportunidade de nos tornarmos sociáveis perante os olhos alheios, sem falsidade e utilização de máscaras descartáveis a cada nova sensação, a cada nova vivência. Temos o mal costume de nos perdemos em julgamos e expectativas que não se cumprem e lá vamos nós por conta da liberdade de expressão, colocar nossas mágoas pra fora. Eu faço muito isso. Se é certo ou errado, é um ponto que está acima de mim, mas que estou batalhando para reverter. Não é saudável sob o aspecto que ao criarmos a expectativa e ela não se realizar, dependendo do quê ou de quem, ficamos arrasados, tristes, cabisbaixos e o pior, sem querer realmente reconhecer que a projeção foi nossa, única e exclusivamente nossa. E ao me perder em pensamentos, e os transformar em textos, me escancarando, acabo me desopilando e sentindo o quanto me faz bem. Fico mais leve e viro a página pra prosseguir. A gente tem que deixar fluir, ser mais leve, simples e descomplicar para aproveitar mais o que se descortina a nossa frente. Viver não é fácil e ninguém disse que seria. Mas se temos o suficiente porque não agradecer?! Se temos mais que o suficiente, como deixar acumular, sabendo que logo ali ao lado tem pessoas que precisam tanto ?! Pois é, cabe a cada um ler e reler seu coração. Pensar e repensar suas atitudes diante da vida. Eu estou aqui, perdida em meus pensamentos mais uma vez , exatamente fazendo uma auto análise. O que vai rolar?!.....Não sei, mas com Deus no comando sempre, não me permito temer e nem hesitar. Pera! Tô indo ali me jogar de cabeça.



 
 
 

Comentários


© 2023 por O Artefato. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
bottom of page