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FADA DO PLIM

  • 12 de set. de 2016
  • 2 min de leitura

Plim! Plim! (A mágica acontece!) Há dias em que acordo e me faço FADA. Plim! Dias em que acordo com uma FORÇA imensa e me sinto encantada. Aqueles dias em que acordamos vendo passarinho verde, e nosso sorriso pode iluminar o breu. Assim: Feliz. Enxergar através das estrelas, através das palavras, através das aparências, através dos defeitos, através da falta de jeito. Dias para abraçar as pessoas, perdoar os enganos, beijar as diferenças, acolher os suspiros e os momentos de amor. Transformar sapos em príncipes, desespero em solução, diferenças em igualdades e poder mudar um pouco o que está ao redor. E vamos guardando palavras e formando histórias. Hoje falo de um grande amor, uma pequena felicidade, um grão de intensidade. Sempre teremos o que contar. Amanhã posso falar de saudade, ou de um novo despertar. Já dizia um amigo meu: "A vida é um grande filme".

Já passei por tanta coisa nessa vida, que daria sim, um grande filme. Sentimentos que ultrapassam o tempo e o espaço. Amores que brotam na pedra, como flor que nasce no asfalto. Loucuras que só quem viveu é que pode contar ou guardar no fundo do coração. Por que história são bonitas. São sempre boas de lembrar ou de contar.

Talvez eu esteja mesmo ficando velha, e como! ou estamos... (rsrsrsrs todos nós)

Mas temos muitos creminhos no armário, muita maquiagem pra dar um glamour no visual e vivemos. Sou orgulhosa de tudo o que já vivi até aqui. E não é pouca coisa. A gente só sabe quando olha para trás e vê uma longa estrada percorrida. Se pega lembrando de coisas que parecem tão recentes, mas que datam de 30 anos atrás. Nessas horas é que, invariavelmente, a gente pensa que tudo o que é pesado hoje, não passa de coisa pequena diante do que já foi carregado. Que os obstáculos são meras pedras no caminho, pois montanhas já foram ultrapassadas. Que não há nada que separe o que está presente mesmo que distante: amizade, amor, família, filhos, irmãos. Que a vida segue seu curso, a gente sempre no meio desse redemoinho... Às vezes, é um rio calmo. Outras vezes, é uma tormenta, um mar aberto, um tsunami... E que eles venham sempre para nos sentirmos sempre vivos e amparados, por essa loucura que aplaca e nos dá a total noção de nosso pequeno-grande poder!

É assim enfim, o mundo das palavras o que me satisfaz. Eu amo estar aqui. Onde eu tiro toda a roupa. Mostro a alma. E me vejo

refletida. O espelho das palavras. A fantasia das palavras. Onde a criação, o criador e a criatura se confundem. Minha pequena grande magia. Abre as portas da fantasia, a minha fantasia... O tempo passa e as palavras se eternizam. Se tornam infinitas. Eternas. Eu me rendo. Como a grande FADA da minha própria vida, faço PLIM e vou seguindo....até o fim!


 
 
 

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