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SÓ PORQUE ACREDITO NO AMOR!

  • 16 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Dizem que o amor é cego; outros falam que, por amor, corre-se qualquer risco. Do que se diz e do que se vê, observam-se loucuras mil, desvarios e devaneios que navegam em direção desse bem de valor eminentemente abstrato! E o amor chega, não se sabe de onde, mas vem, e nos pega de jeito! E nos leva ao mundo das fantasias, dos sonhos, das conjecturas, da ansiedade, borboletas no estômago, espelhos em 360 graus; das possibilidades e dos impossíveis... Dos encontros e dos desencontros... O amor se aproxima imperceptível. Alguns poetas atestam que ele é dor; muitos outros o chamam de cupido; há os que o denominam de paixão. Sabe-se lá que alcunha mais poderá ter, o que fica de concreto é que ele existe e quando nos atinge!, ahhhh, prepare-se, porque ele é envolvente e pode ser avassalador. Então o amor, essa substância invisível, que permeia as sinapses; que passa pelo coração e produz taquicardia; que acelera, inclusive, a hematose, a ponto de provocar suspiros extras; que tem livre trânsito no organismo humano, gera valentia e desenvolve também, e não raro, a humildade! Já vi homem chorar e se fazer de menino, por conta do amor! Já vi menino passar por homem para provar seu amor de principiante! Já vi menina enjoar a boneca por causa dessa mesma coisa! Já vi moça ir de encontro ao pai por acreditar (cegamente!) em seu príncipe encantado! Mas amar não é fácil! Ao contrário, é um exercício difícil e uma equação de solução rebuscada! Os que se aventuram, nessa peripécia chamada amor, sem o mínimo de cautela, não poucas vezes se arranham e se machucam! E as feridas às vezes são irreparáveis, aos menos avisados, porque o amor não é brinquedo, não é só beijos, abraços e carícias enlouquecedoras. Amar é coisa séria! Não se brinca com os sentimentos dos outros, sob pena de se pagar um alto preço. E o amor é um cobrador por excelência, ninguém escapa de sua contabilidade! Mas o tempo parece mostrar que melhor faz quem ama, e se joga com sinceridade a este sentimento, mesmo que não exista uma receita exata para qualquer pessoa. Cada um tem que buscar, conhecer e se adequar!

As decepções e feridas que marcam os relacionamentos que não deram certo, induzem alguns incautos a buscar o ostracismo da solidão, principalmente quando absorvem a ideia do amor altruísta, do amor submisso e opressivo, com deliberado prejuízo pessoal em benefício do outro.

Eu encontrei o meu, não largo, não empresto, não faço nenhum negócio.

Particularmente, prefiro o amor grude... sabe aquele em que você divide tudo com o outro.

Quero todos os milésimos de segundo que possamos passar lado a lado, pois sempre acharemos um quê de novidade, e isso será uma forma de reinventar a situação, o relacionamento e o fazer ser prazeroso.

Mesmo assim, vamos nos deparar aqui e ali com os que acreditam e com os que esnobam o amor.

Não tenho como lhes afirmar quais são as circunstâncias que levam ao descredito ou qual o tipo de circunstância que abale, acabe, despedace, ou corroa um relacionamento.

Tem gente que diz que o amor deu certo, porque no cotidiano, eles mal se encontram. Ou se utilizam de raros momentos de convivência pacífica. Mas vai de cada um se adaptar e adequar sua vida ao amor.

Porque AMAR, só se aprende amando. Se jogando. Se doando. Se adequando. Conversando. Dialogando. Dando oportunidade e tempo, para que se conheçam e cada coisa se ajuste e vá tomando seu devido lugar.

Não é, repito, uma receita.

Cada um há de buscar o melhor caminho para amar.


 
 
 

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