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SUTILEZAS

  • 22 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Você se lembra de como costumava ser? De quando as guerras eram de travesseiros, e nada além da alegria do momento nos preocupava? E dias de chuva não eram dias perdidos, eram apenas dias molhados?!!!! Você deve se lembrar que houve um tempo em que às segundas-feiras não eram tão mal vistas por nós, no máximo, tínhamos que ir a escola e nem era ruim, pois íamos encontrar com os amigos e muita algazarra fazer nos intervalos! Que problema era tudo aquilo que nossos pais poderiam resolver ou descobrir, já que essa palavra - problema - nem constava direito em nosso dicionário.... E certamente se lembra que perguntava quando ninguém estava por perto: “Porque as pessoas não podem simplesmente amar uma as outras?” Crescemos....e as coisas foram mudando.

Algumas de maneira SUTIL, outras de forma ARREBATADORA.

Perdemos a graça em rir de nós mesmos, ao passo que aprendermos a rir dos outros com uma facilidade aterradora, as vezes sem o menor pingo de sensibilidade ou respeito... Deixamos de lado a pureza de nossos gestos, a inocência de nossas ações, quando não distinguíamos raça e classe social, para nos atermos aos conceitos e preconceitos que a vida adulta vai nos apresentando e que tantos, acabam de incorporar em seus cotidianos como verdades absolutas.

Éramos todos iguais e éramos tão felizes!!!! Hoje será que somos capazes de lembrar de quantas estrelas já perdemos tempo a contar? Da sensação desconfortável de já ter contado a mesma estrela mais de uma vez e da convicção inabalável de ter conseguido contar todas? Você se lembra de quando salvar o mundo era possível? em nossos devaneios infantis? E aguardávamos ansiosos para crescer e poder por todos os planos em prática? Às vezes fica difícil saber o que acontece entre os anos e nós mesmos, pois quando os espelhos de hoje não refletem os sonhos de ontem, a memória é aquela que transforma os mais belos castelos em prisão. A gente acha que lembra quando na verdade, nós nunca esquecemos, e um dia, quando todas as perguntas finalmente são respondidas, a gente percebe que cresceu e que mundo e as lembranças cresceram junto conosco, nos tornando seres "responsáveis" e "racionais", mas ainda com a possibilidade de sermos felizes, sem perder a inocência e a pureza..... Vamos preservar e valorizar nossas relações.

Vamos valorizar as sutilezas que a vida nos proporciona diariamente.

Tenhamos olhos para enxergar além do que estamos acostumados. Vamos valorizar os gestos mais simples, o abraço mais apertado o - bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - falado com carinho um telefonema perdido no meio da noite...

uma simples oração

o entoar de uma benção

ou a lembrança "daquela" canção

Não é saudosismo ou nostalgia.

Não é viver atrelado ao passado.

É apenas uma tentativa SUTIL de não se deixar envolver pela frieza e solidão, daqueles que não conseguem conseguir um tempo pra se abrir, e sair nem que por uns segundos, de sua luxuosa prisão de sucesso ou não. Tudo que é sincero, deve ser valorizado e em tempos tecnológicos, vale um torpedo, um sms, um scrap, uma mensagem de whatsapp...contanto que venha do coração e não apenas pela obrigação de se fazer presente. Porque o nosso "valor" para nós mesmos, para os outros e para Deus, são as verdades que vem de nossos corações.

Essa verdade é que nos faz ser quem somos.

Por isso, não mate a "criança" que existe dentro de você. Não a enclausure no canto mais escondido de sua memória. Não se envergonhe dela ser peralta e arteira, sapeca e até meio debochada.

Não se envergonhe de deixá-la sair de vez em quando e ter com ela, a disposição de brincar, rebolar na grama, andar de bicicleta ou sentar à sombra de uma árvore, fixar os olhos no céu e imaginas mil formas para as nuvens que lá estão a passar. Não há nada mais primoroso, do que "ser" criança e deixar fluir os mais simples e importantes sentimentos.

Eu particularmente, viro sempre criança, quando sou por elas rodeada, e mesmo que não seja, sempre dou um jeito de me encontrar com a minha própria criança, pra deixar a leveza dela fluir, abrir meu sorriso e continuar na caminhada diária pra ser feliz.


 
 
 

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