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FRAGILIDADES

  • 26 de abr. de 2016
  • 4 min de leitura

Nós seres humanos, diante da racionalidade e inteligência que Deus nos concedeu, nos impomos sobre os demais animais, deixando-nos com a sensação de sermos “soberanos” e maiorais.

Diluímos nossos dons em invenções.... construímos, erguemos, explodimos, oscilamos entre o bem e o mal, e enfim, fazemos o mundo girar, mesmo que por vezes, gire unicamente em torno de nós mesmos.

Parando para pensar, é sempre um inefável espetáculo ver as novas tecnologias circulando e deixando tantos olhos a brilhar. E lá vou eu!!!!!!

Quando penso que robôs, celulares, foguetes, faziam parte de filmes e desenhos de ficção científica, e hoje são relativamente banais em nosso dia-a-dia, não tem como não admirar a nossa evolução. Mas há sempre a contrapartida, e voltando os olhos pro “lado negro” da força, que vem desde os primórdios da civilização essa disputa entre o bem e o mal, noto que estamos involuindo surpreendentemente na capacidade de nos sobressairmos na irracional crueldade com as diversas espécies viventes deste planeta.

Parece que ao virarmos às costas para o bem, imobilizaremos a fragilidade de sermos "Humanos", criados à imagem e semelhança de um DEUS de amor, que se aproximou de nós, pelo sangue derramado de Seu próprio Filho, buscando nos redimir de tantos pecados.

Temos medo de nos abrir e mostrar como realmente somos e essa fragilidade tão aparente, se tornar uma "arma" e ser usada contra nós.

Eu leio em vários posts que circulam na internet, pessoas me falam, repetem....repetem....repetem, como se quisessem fazer uma lavagem cerebral em mim, que resultasse na estagnação da exposição que faço do meus sentimentos.

Independente da circunstância acima mencionada continuo me expondo de forma desenfreada, porque me faz bem. Consigo exortar emoções e sentimentos, e ver a verdade de que ser humano, é sentir-me pequenina, frágil, cheio de incertezas e as vezes só; mesmo que rodeado por uma população de milhares de outras pessoas.

E ao conseguir sentir tudo isso, rasgando a alma, mesmo que misturada num emaranhado de emoções, ser capaz de estender a mão pedindo auxílio, sem necessitar maiores explicações já que Onipotente só Deus o é.

Esses momentos de introspecção, me deixam em contato direto com meu coração e me levam à oração. Outra resposta para tampar meus "buracos negros", interrogações e inquietações.

Não sou uma contumaz conhecedora da Bíblia.

Do pouco que conheço me vem sempre a mente, um trecho que ressalta a benignidade do Senhor, gravado em mim, nos idos tempos do IBIN.

A cada vez que isso acontece, busco o silencio e volto meu olhar para o alto e com muita clareza, reconheço o tamanho de nossa fragilidade, diante da vastidão de um céu infinito. Que nem todas as invenções até aqui proclamadas, foram capazes de trazer respostas que se encaixem perfeitamente nesse jogo intricado de quebrar cabeça literalmente, para aqueles que não caminham na Fé.

E respeito. É direito adquirido de cada um.

Por muito pouco, quase um imperceptível segundo me veio a dúvida se ser frágil, transparente e me expor, ser bom ou ruim?

Mesmo assim, senti uma fragilidade que suscitou-me a sensação de desamparo e quase me levou ao desespero. Percebendo minha própria incapacidade de transitar em meio a intensos sentimentos que norteiam minha existência, lembrei-me que isso não é inerente só a mim, mas cabe a todos nós em diferentes fases da vida.

Na infância, idade adulta ou velhice, muitas vezes nos desesperamos, esmorecemos, "amarelamos" mesmo!

Faz parte de momentos em que nos debatemos com sentimentos e sensações que são ruins aparentemente, mas no fundo são reais oportunidades para que possamos reconhecer nossos limites, lembrarmos de nossas responsabilidades diante de situações criadas e alimentadas por nossos pensamentos, egos e atitudes.

Somos mais frágeis quando nos reconhecemos pequenos diante do mundo, e das provações nele existentes .

Jovens ou velhos, experientes ou não, as adversidades que rondam nossa caraminhola encharcada de devaneios, nos colocam prestes a explodir, no abismo de questões que nos martelam como: o que faço agora? Será que dou conta dessa situação? Será que isso não é demais para mim?

Na verdade o que minimiza minha fragilidade, é a interação e proximidade que aprendi a ter na FÉ, no AMOR e em DEUS. Que sob o meu ponto de vista leigo, é tudo junto e misturado, a mesma "coisa".

Não tenho como lhes dimensionar se é muita ou pouca. Mas acreditem, me conduz e acalma o que há de intranquilidade e incertezas.

Acredito que conforme vamos nos aproximando, é que nossa postura irá realmente se modificar.

Quando somos crianças, nos é permitido chorar.

Depois que passamos por essa fase, somos ensinados e levados a expressar racionalidade nos momentos de crise cada vez mais.

Pra variar, persisto em ir na contramão e permito que as lágrimas me lavem a alma e tornem minhas idéias mais límpidas.

Exteriorizar o que se esconde no meu coração é mostrar pra mim mesma, meu lado mais frágil, como também é gritar para a vida: acho que ser gente é ser assim.

Até que me provem o contrário, é por esse caminho que vou continuar a seguir.

Reconheço sem o menor pudor essa inerente fragilidade que há em mim. Nela me agarro, me amparo e amarro em laços fortes e cegos na Fé, a passagem sobre a benignidade do Senhor, que é meu fluído consolador.

Viajo por essas palavras quantas vezes eu quiser, pois creio que ser frágil é um meio de me fazer mais humana, passível de pedir colo na hora da dor e da dificuldade, porque tanto eu como você, somos filhos pequeninos de um Pai Amoroso.

E afinal dentre Seus ensinamentos está, que todas as nossas dores são apenas pedras e espinhos que se apresentam ao longo dos caminhos, mesmo na estrada reta do bem .

Louvemos ao Senhor por sua benignidade, e n´Ele busquemos a força para superarmos nossas fragilidades.

CONFIEMOS N´ELE....E O MAIS ELE FARÁ, se assim for SUA VONTADE!


 
 
 

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