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NA BUSCA DA PERFEIÇÃO

  • 12 de jun. de 2016
  • 2 min de leitura

Segundo os dicionários, perfeccionismo é a “tendência, patológica, em procurar exageradamente a perfeição”. O que acho interessante, nessa definição, é que não há dúvida, pelo uso do termo “patológico” que esse excesso de zelo é como uma doença. Eu mesma já me rotulei inúmeras vezes de “perfeccionista”, como se isso fosse uma virtude a ser louvada. E, não por acaso, muitos hoje em dia têm a mesma postura: com a competitividade tão acirrada atualmente, parece que cada um tem a obrigação de buscar o perfeito. Porém, contudo, todavia e entretanto, o que é a perfeição? Com o tempo, fui descobrindo que o perfeccionista é simplesmente uma pessoa sistemática que não aceita o estilo, a arte, a criatividade. Que não aceita sugestões, idéias, opiniões. Pois não será que, muito além da forma perfeita, não pode haver um conteúdo surpreendente? Para mim mesma, resolvi abandonar o rótulo de perfeccionista: não é uma virtude. Essa minha desvinculação do perfeito foi acontecendo conforme fui descobrindo e desenvolvendo em mim a arte de viver, ser feliz, profissional, amiga, mulher..., pois, o belo não tem limites e não há definição de perfeição. Ah, mas talvez quando a gente se considere perfeccionista, estamos apenas querendo fazer o melhor, dentro do possível. Podemos ser cuidadosos e exímios no que fazemos, assim dá pra ser. Nós, que queremos a maestria do que fazemos, somos simplesmente como todos os outros. Aliás, não deixo de recomendar que, se for fazer alguma coisa que leve o seu nome, faça com capricho. Não pelos outros, mas por você, pois sua fama lhe acompanhará sempre. Quanto ao perfeccionista, começo a acreditar que é apenas uma pessoa orgulhosa a ponto de não conseguir receber críticas ou sugestões de melhoramento, como se tudo o que ela fizesse fosse inalcançável pelos outros. Então aqui vai uma posição e sugestão muito pessoal: deixe para lá o orgulho e não se orgulhe do perfeccionismo. Na relação com os outros, aceite o diferente, e, se for para exigir, só exija o capricho, pois a sua concepção de perfeição não representa coisa alguma a não ser o seu próprio gosto e seu próprio objetivo. Todos sabemos que, para diferentes pessoas, o melhor não é o mesmo. Portanto, saiba admirar o que vem dos outros, ampliando sua visão de mundo, em vez de limitá-la a um viés pessoal. E, acima de tudo, admire o que vem de si próprio sem considerar uma pretensa infalibilidade. Tenho dito.


 
 
 

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