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SABOREIE A FELICIDADE

  • 12 de jun. de 2016
  • 2 min de leitura

De todas as frases que admiro de Carlos Drummond de Andrade, tem uma que me intriga sobremaneira.

É aquela que diz o seguinte: "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". Ora bolas meu poeta, se a felicidade não precisa de motivo para existir, porque é que então estamos sempre buscando atingir esse estado de graça em fatores externos? Um novo amor, a conquista da casa própria, do emprego bom, uma gravidez constatada, são motivos óbvios para estampar aquele sorrisão. Desejamos a felicidade como nenhuma outra coisa na vida! É muito provável que quase todo mundo deste planeta associe esse sentimento a algo que seja concreto e palpável. A felicidade que se vê!



O difícil é sustentar a felicidade sem ter um motivo. Conseguir encontrar dentro de si tudo que é preciso para ativar no cérebro aquela sensação boa, que eu comparo com chegada do verão. De repente, sem perceber, você está cercada de flores, de pássaros cantando, de aromas agradáveis e uma brisa suave pairando no céu... Felicidade e Liberdade são palavras-irmãs. E, por isso, tão difíceis de alcançar. Gosto de pensar que a vida é tão rara, que seria um baita desperdício de tempo não perseguir a felicidade de forma incansável. Só que essa tal de irmãzinha, Liberdade, é do tipo traiçoeira! Engana a gente e atrapalha nossos planos com seus feitiços... Parece improvável, mas talvez a maneira mais certeira de encontrar a felicidade seja esquecer-se dela e absorver a vida da maneira como ela se apresenta. Pular as pedras do caminho do poeta, saborear tudo que está diante de você e relaxar a mente... Talvez no fim do dia, depois de escutar o barulhinho da chuva, sentada na varanda, perceba que ali está ela, ao seu lado, esperando pelo Chá das Cinco. Vou te esperar pro Chá...eu, você e a felicidade


 
 
 

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