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LINDOS CAMINHOS...

  • 20 de jun. de 2016
  • 2 min de leitura

"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome (...) Passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que o meu irmão ouve... E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma capsula protetora... ah eu quero chegar antes Pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus..." Adriana Calcanhoto Acho essa letra tão linda! A musica é bem linda também. Lembrei dela por causa de um olhar de criança que ganhei hoje, ainda a pouco. Uma menininho lindo, meu vizinho, que não nada fácil, a maioria das vezes. E de fato, feito espinho, espinha (quer impor sua vontade ) em todo mundo que encontra pela frente. Mesmo assim, a gente tenta a proximidade através de brincadeira, como contar história de fazer contar história, fazer carinho, colocar no colo. É sempre legal ter crianças "espoletas", mas tudo com limites, usando o bom senso, o bom sentido. Queremos crianças mais calmas, mas o que fazemos pra que elas se acalmem?

Deu-me as mãozinhas, meio inseguro, me olhando nos olhos, como se controlando as minhas ações. Nada mais natural... que maluquice é essa de pegar minhas mãos?, ele devia estar pensando. Deixei-o escolher a melhor posição e assim, devagarzinho fui tateando seu coração... Contei de outra pessoinha que tinha os braços bem durinhos (ele está com um bracinho quebrado) por conta de desobediência com seus pais. E astuto, logo percebeu o caminho que tomava por conta do braço quebrado. Mesmo assim se acomodou. Me apresentou seu amiguinho brinquedo (um desses bonecos de desenhos violentos que tem por aí) e pediu pra que eu contasse para o brinquedo também. E o que eu dizia à ele, se repetia carinhosamente para seu brinquedo... terníssimo momento. Aproveitei para enveredar pelo majestoso espetáculo que a natureza produz. Mostrei-lhes os pássaros voando, o seu cantar que preenche a manhã com lindos trinados, as formigas levando alimento e ficamos alí.... Depois de alguns minutos, estávamos calmíssimos os três (não posso esquecer do brinquedo, senão ele me ralha...-poxa tia, olha o Spiderman). Ao ir embora, ele que é todo espoleta, deu o seu olhar mais doce e confiante do mundo... Por esses instantes, vale tudo! Vale ao menos em meu coração. Somos feitos desses tempos que ninguém sabe e ninguém vê. Mas os amores que temos são sustentos de nossa alma, do que em nós tem que viver! Torno-me consciente ainda mais, de que eu tenho muito pra agradecer. As coisas que acontecem me conectam sempre mais e avante com o amor mais puro e verdadeiro que trago em meu peito. E a felicidade que sinto, a paz que tenho vivido em espírito, depende plenamente dessas transformações pelas quais passei e passo num continuar crescente de aprendizado. Muito difícil contar, muito difícil dizer, porque não cabe em palavras. O amor tem caminhos lindos que eu nunca trilhei, onde eu espero ser merecedora a conhecer um pouco mais. Encanta-me descobri-los para além do que sou... além do meu ser.


 
 
 

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