MINHAS INTENSIDADES
- 1 de jul. de 2016
- 6 min de leitura
E cá estou eu, extravasando o que há em mim.
Somos frutos do meio. FATO.
Do que recebemos, vivemos, dividimos, multiplicamos, somamos, subtraímos e compartilhamos ao longo da vida.
Não tem talvez, quando digo que minha intensidade vem da força do Amor e da Dedicação dos Pais que tive. De tudo que foram e são na minha vida, mesmo já não estando mais neste plano.
Olho pros lados e sem me enaltecer, sinto o quanto me coloco à disposição de quem amo, mesmo que para isso eu precise reinventar o meu existir , ou me "sacrificar", para as mentes pequenas. O fato é que quando faço, me sinto feliz por perceber que o pouco que me cabe, se transforma em muito para alguém que me é querido e especial.
Ainda ontem eu ouvi um amigo me dizer que eu sou uma pessoa fácil de se gostar, de se querer por perto e que trato a todos com respeito e carinho, sem distinção.
Não sei se sou fácil de se gostar e nem de querer perto, mas realmente está em mim tratar a todos bem, misturando carinho, respeito e bom humor. Meus pais me ensinaram isso.
Sou uma pessoa muito intensa e isso não vem de agora, ou depois da fase adulta. Sou assim desde muito nova… quando resolvia entrar em algo, entrava de cabeça… me jogava naquilo que eu acreditava, mesmo que houvessem riscos ou estivesse com medo. Eu ia, me machucava ou aprendia....qualquer um dos dois valia e vale até hoje.
Tem horas que prefiria não ser assim, para que eu pudesse sofrer menos, quando meus planos e experiências dessem errado? A verdade é que não paro pra pensar nisso. Ao ser autêntica, transparente e intensa, tem-se como possibilidade correr todos esses riscos, porque se parasse pra analisar e tal, certamente eu também não sentiria tanto A Felicidade, as Alegrias e os Amores, quando os mergulhos dessem certos… Todas as amizades que fiz, todas as paixões que vivi, todas as discussões, todas as festas, aventuras, empregos, todas as transas, todos os amores que eu tive, foram assim! Eu preciso disso pra me sentir de verdade, sem a menor vergonha ao assumir isso e sem falsos pudores. Já não tenho mais idade e nem paciência pra viver de superfícies. Aprecio, me dedico até a última gota; ou até quando aquilo se torna terno e eterno.
Quando sofro, eu sofro mesmo!!!!!!!!!! Quando, resolvo chorar… choro de verdade, me acabo em lágrimas. Quando compro uma briga, dou uma boiada inteira para não sair.
Minha sensibibilidade, emoção e percepção estão e são muito a flor da pele.
Diga lá quem emprestou o ombro e cedeu seu tempo, para ouvir minhas tempestades de lágrimas que de tão intensas, me impedem muitas vezes de falar. E isso pode ser por uma situação, um filme, um texto, marido, mãe, irmãs, filhos, netos....cachorros. Não importa gênero...não importa. Quando conheci, me reconheci assim e decidi subir no palco da vida, assumi a direção, a atuação, o roteiro, a continuidade, o papel principal, coadjuvante, participações especiais e até as figurações. Porque costumo dar minha alma, minha voz, minha força por quem ou aquilo que acredito, me completa e faz feliz.
Essa é a parte boa. A outra parte, também é intensa.
Claro que ninguém é feliz em sofrer ou coisas do genêro. E essa intensidade, faz com que a sensibilidade e percepção fiquem aguçadas pra perceber, que tem "aquilos" e "quens" que não valem à pena sofrer, ficar sem dormir, sentir falta ou coisa parecida.
Mesmo tão conhecedora de mim, eu ainda me surpreendo com a intensidade com que vivo.
Quando viajo curto cada pedaço da estrada, cada parada, a brisa, a paisagem…
Quando o dia amanhece ou anoitece, também é assim! Quando conheço alguém, vivo aquele relacionamento, seja de amizade, profissão… gosto de pessoas…. deixo um pedaço de mim e levo um pedaço delas.
Largo tudo por amor. Pra fazer, ver, sentir e ser feliz. Saio pra ajudar a quem amo a hora que for.
Estou a disposição para o que der e vier.
Só NÃO mais, para onde não exista RECIPROCIDADE. Parei na contramão e voltei.Nada de estacionar em local proibido.
Finquei minhas raízes na terra do amor que transborda, da doçura, leveza... ou da fúria, ímpeto, explosão. Decididamente não sei ser meio termo. Mas fazer o que se Ele me fez assim? e eu gosto muiiiiitchooooooooooooooooooooooooo Não me arrependo do que faço, do que vivo ou do que digo.
Não simpatizo com efemeridades.
Não sou dado às coisas superficiais, às aventuras passageiras. Não gosto de nada que seja muito raso, quer dizer, só a piscina que não precisa ser muito funda.... de preferência.
Mas calma, não é que nunca tenha vivido algo assim. Não pulei etapas, então é óbvio que me entreguei lá atrás a uma diversão momentânea e sem grandes pretensões. Vivi, gostei, e reitero não me arrependo. E talvez até faria de novo. É que não me refiro ao tempo que as coisas duram, mas sim à profundidade que as atinjo e elas a mim.
Sempre existe um algo a mais, uma característica marcante e única naqueles que me cativam. Poderia perfeitamente não me entregar, não me envolver, não me apegar. Mas não quero, não é isso que busco. Não haveria a menor graça.
Sinto que seguirei pela vida em momentos plenos, inteiros. Deixando-me estar de corpo e mente entregues às circunstâncias.
Eu quero as pessoas EM, POR e PARA mim, sem aquele sentimento de posse e propriedade, mas com direito de as guardar vivas na minha memória, e quão boas e prazerosas e intensas foram as nossas experiências. Não quero viver nada pra esquecer depois, não quero viver nada que mereça ser esquecido.
Eu não tenho medo de viver, de me entregar, de me apegar, de amar e dizer que amo. Não vou deixar a felicidade de lado com medo da tristeza que pode vir depois. Sei que as coisas não duram pra sempre, e que o fim muitas vezes seja a minha única certeza.
A convicção de que as coisas irão acabar não me impede de querer vivê-las plenamente. De sentir. Ir. Ver. Viver. Chorar. Amar. Rir....
Não inicio nada pensando em como irá acabar ou em como poderá vir a sofrer durante ou depois. VIVO. SOFRO, se assim tiver que ser.
Não importa quanto tempo dure, contanto que seja verdadeiro, que se torne inesquecível.
Porque eu sei me pegar de volta. E, mesmo que eu me perca, TENHO quem me pegue de volta. TENHO quem se importe de verdade.
TENHO quem segure minha mão, sem precisar estar fisicamente ao meu lado.
TENHO quem sinta quanto estou quieta demais.
TENHO quem me AME com todos os meus defeitos, que não são fáceis exatamente por serem intensos. Porque amar nas qualidades é mais ameno....menos difícil....de quando em quando mais fácil.
Porque eu TENHO quem leia a minha alma, melhor que eu mesma.
TENHO quem lute por mim, por acreditar que valho toda e qualquer batalha
TENHO quem me faça voltar e olhar pra trás e saber que foi bom e me satisfazer com isso.
TENHO quem sorria e me faça sorrir, plenamente, puramente, jovialmente, loucamente, molecamente, inteiramente. Porque esse sorriso é meu, minha alma é moleca e eu não vou viver sem eles.
Desculpem-me os mais enrrustidos e mal resolvidos, empoderamente eu sou MUITO mais eu... Desculpem-me até os que dizem me amar de alguma maneira, mas não me buscam, não me acrescentam, vivem de desculpas, de falta de tempo, de máscaras, refúgios e subterfúgios e por isso, muitas vezes não me entendem e atendem o modo de sentir, mas eu sou assim aceitem ou não. O verdadeiro amor não tem a pretensão de te mudar, ser pequeno, ser de vez em quando ou pouco. AMOR completa, melhora, abre e te descortina para um novo existir. O verdadeiro amor não te desaponta... te surpreende, te arranca sorrisos...te adiciona...completa...transborda....transforma.... aceita! Se eu amar, desejar ou me afastar... Se sorrir ou chorar, muito ou só um pouquinho...Saibam! É só mais um reflexo humano da minha intensidade para encarar a vida.
Mais uma vez e como sempre.....dou graças a DEUS por minha maneira de ser, sentir, viver e amar.
A única coisa que não cabe em mim, e é mais uma benção de DEUS, é a intensidade para odiar. Não a tenho! Não a sinto! espero
assim continuar, porque esse sentimento não tem nada a acrescentar.
Finalizo com esse texto da Marla de Queiroz, que sintetiza tudo o que acima me expus:
"A minha intensidade não é uma escolha, não é qualidade nem defeito, é uma característica. A minha intensidade não pode ser detida, mas canalizada. Eu posso amar com a profundeza do absurdo sem sufocar o Outro. Eu posso rejeitar com todo o meu ser sem ferir. Eu posso estar totalmente junto sem tentar controlar, me apropriar, invadir. Eu posso exercer a minha intensidade de maneira assertiva quando identifico que ela é apenas minha maneira de sentir. Ela pode assustar, ela pode atrair, mas tenho o cuidado de me deixar esparramar e ser penetrada com delicadeza. Pois a minha intensidade pode ter ardência com leveza. Eu não preciso negligenciá-la se ela respeita espaços que não são meus. Eu não preciso tentar abafá-la se a uso para criar Belezas ou entrar em contato com o que quer que seja. A minha intensidade quando é um problema meu, vira solução..."












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