FAZENDO A DIFERENÇA
- 1 de ago. de 2016
- 3 min de leitura
Mesmo que a gente não faça parte do time dos reclamões diários, nossa tendência natural é ir pela saída mais fácil, pela saída da reclamação. E se formos bastante honestos, algo que vira e mexe faz parte do nosso inventário de reclamações é o fato de não sermos valorizados, reconhecidos.
O fato de que, muitas vezes, o que fazemos, não é visto ou, quando o é, não é devidamente valorizado pelos demais, ou ainda nao cabe na expectativa que criamos faz com que nos avaliemos negativamente. As vezes damos tanta importância as opiniões alheias, que nos inferiorizamos e isso pode acarretar perdas graves em nossas relações. Precisamos exercitar-nos e não nos deixarmos levar totalmente pelo que nos dizem. Nem sempre as pessoas falam com o propósito de nos ajudar, de melhorar nossa atuação diante da vida. Eu...quando ouço determinadas coisas, tento me colocar no lugar da pessoa. Tento valorizar e analisar o que fazem ou dizem a mim. Penso que dou o devido crédito a quem me ajuda...mas nem sempre consigo me fazer entender, isso é fato.
Sou do tipo que motiva, estimula...aplaude mesmo, do tipo com torcida organizada as vitorias, conquistas e relações das pessoas. E a gente espera que o retorno seja na mesma proporção. Reconheço que preciso, como qualquer um, de palavras de encorajamento. Todos nós na realidade, precisamos.
A gente precisa preencher nosso tanque emocional de palavras fortes, firmes...mas positivas, de boas vibrações, boas energias. É incrível como a gente tende a reclamar da falta de apoio, de auxílio, de motivação, mas geralmente não olhamos além do nosso muro. Ficamos esperando, na maioria das vezes, que alguém faça a diferença em nossas vidas. Exigimos isso. Cobramos isso. Mas muito dificilmente nos propomos a fazer a diferença na vida de alguém. É preciso reverter este quadro egoísta, abraçarmos a alegria e nos contagiarmos com ela, para que ao nos depararmos com um amigo alegre, peguemos um pouco dessa alegria, ....aproveitando essa gama de boas energias.
Podemos também buscar alegrar a pessoa ao nosso e isso nos fará uma pessoa mais feliz também. E pessoas mais felizes vivem mais e melhor.
Que tal, ao invés de simplesmente reclamarmos da falta de altruísmo, da falta de amor, do egoísmo da nossa sociedade, a gente busque fazer a diferença no dia de hoje? Que tal a gente ser a diferença para alguém?
Essa semana li uma história que ilustra bem isso. Verídica ou não, ela me mostrou que é sim possível fazer a diferença de maneira prática no dia a dia.

A história dizia que uma mulher trabalhava, dentro de um hospital, na ala de voluntários. Lá, ela cuidava da doação de roupas. Essas, por sua vez, ficavam expostas e, quem precisasse, passava por lá e as levava. Num dos dias de trabalho dessa mulher, uma senhora obesa entrou nessa sala e começou a olhar as roupas. A mulher, percebendo que não haveria roupas que servissem na senhora, angustiou-se por imaginar que ela se sentiria muito mal quando percebesse isso. Até que o inevitável aconteceu: a senhora chega para a mulher que cuidava das roupas e diz que não havia nada tão grande que servisse nela. Aquela mulher, que desde o início estava pensando em como resolver aquela situação, abriu o sorriso e os braços. E disse pra senhora: “Claro que tem. Tem o meu abraço”. A senhora, enquanto era abraçada, chorou muito. E saiu do lugar sorrindo. Afinal, encontrara ali muito mais do que procurava.
Nem sempre as pessoas conseguem perceber, que nao so as coisas materiais podem aliviar ou resolver uma questao. Pode ser simplesmentte um abraço, um olhar ou um simples sorriso.


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