FICHA DO TEMPO
- 10 de ago. de 2016
- 3 min de leitura
Quando a ficha do tempo começa a cair, a gente segue na vida desejando apenas ter a força para olhar o passado sem chorar, de projetar o futuro sem medo e sem desânimo de o perder e viver o presente como a oportunidade que se tem para ser feliz.
A gente tem por costume ou tradição, sei lá ao certo, celebrar o dia de nosso aniversário, esquecendo que a cada dia que vivemos, é uma celebração muito especial. Todo dia é dia de celebrar a vida, a criação do universo.
Pois dar "graças a Deus" não compete somente as coisas boas. É preciso agradecer também aquilo que de repente achávamos que não nos cabia, mas que poderia ter sido bem pior, se não fossem as "graças" com que o Senhor vai pontuando nossa caminhada.
Cada pessoa como única que é, pode descobrir a melhor maneira e momento ideal de fazer essa conexão. Eu acho sinceramente que antes de iniciarmos o corre-corre do dia-a-dia, temos que tirar uns segundos que sejam, para nos conectarmos com a natureza, toda simplicidade e beleza, provenientes de Quem só nos é Amor. Acho que fluimos melhor, fazemos melhor, seguimos com todo potencial para nos dedicarmos, curtirmos e aproveitarmos o dia, a vida...o que vier! Gosto deste "pit stop" na correria da vida. É um bálsamo para mim, poder parar tudo do por do sol de um dia ao por do sol do outro dia. Somos levados a acreditar em fatos que a ciência apresenta do que na Palavra de Deus, por conta da ciência ser, digamos assim, mais palpável, enquanto crer em Deus é se jogar no invisível. Se sair uma novidade científica de que foi descoberto, hipoteticamente, que quem descansa do por do sol de sexta ao por do sol de sábado recebe um benefício de renovação dos neurônios, porque a emissão de um tipo especial de ondas da terra ocorre naquele eixo longitudinal em que a pessoa se encontra a cada 7 dias, agindo apenas nas pessoas que estão com a atividade mental mais tranquila, em descanso e sintonia com seu Criador... muita gente vai começar a descansar no sábado.... rsrsrs... é ou não é verdade?
Mas cada um sabe o que é melhor pra si. O que não se pode é cruzar os braços e esperar que as nossas respostas, venham a nos ser dadas por outras pessoas.
Precisamos encarar de frente e não titubear diante das dificuldades, pois o presente é o milagre de que dispomos, é o dom que recebemos, é o aqui e o agora da vida de cada um, o lugar das decisões e do sonhar, é a sua e a minha estrada, o meu sentir, e quero que seja a dádiva de mim mesma ao mundo e ao tempo.
Independente do que Cremos, cabe-nos viver da melhor maneira, utilizando-nos de nossas habilidades e dons para o bem. Quero viver os dias como meus, construindo em cada momento a minha história, rasgando e ferindo o que sou se necessário for; quero semear hoje todas as sementes que na minha alma se alojam à espera da terra que as envolva. Quero dar largas ao meu coração sem querer saber de prisões e de cadeias, de correntes e de obstáculos, de limites e de espadas. A vida é precisosa demais para ser insignificante, é curta demais para ser desperdiçada, é séria demais para ser esquecida.

Hoje é-me indiferente querer ser como alguém, querer ser melhor que alguém.... Hoje quero apenas acolher a chama sagrada da loucura incompreendida, o sentir divino do cego e embriagado amor na dádiva, o silêncio ferido das dores que me traspassam, o sem-fim dos meus ideiais, as horas e as contas do tempo....e ser naturalmente aquilo que sou, aquilo que a vida me fizer ser, aquilo que eu fizer com que a vida seja. Hoje sou mais eu e os dias que vivo em mim e que traçam as marcas da minha pele são também meus.


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