FLORES NO JARDIM DA VIDA
- 10 de ago. de 2016
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O verbo “amar” em persa tem o mesmo significado que “ser amigo”.
“Eu te amo” traduzido literalmente é “te considero um amigo”.
Este é o mais despretensioso texto que já escrevi. Meu coração transbordou de amor ao digitá-lo. Não que os outros também não tenham sido despretensiosos. Todos foram. Mas, particularmente, neste, dei uma breve relaxada e resolvi escrever sobre AMIGOS SÃO FLORES NO JARDIM DA VIDA.

E não é verdade? Claro que sim...apesar de nem sempre termos consciência inicial que realmente o são. Isso não é um barato? Então, não se esqueça destas duas palavras: BE HAPPY. Você vai saber porque no final. Mas... espere! Enquanto isso, share the smiles with a friend! And make their day just a little bit happier! Mas, será que todos já pararam para pensar na importância da amizade? Não falo apenas da amizade entre dois seres humanos. Incluo nisso qualquer ser que habite este Plano. Um bichinho, por exemplo. E entre animais de diferentes espécies, que, geralmente, são rivais? Há certas coisas que são incríveis, e, às vezes, passamos por elas sem percebê-las. O fato irrecorrível, é que os animais, a todo momento, nos dão gratuitamente lições memoráveis de vida. Se aprendêssemos com eles...hummmmm, o mundo certamente seria bem menos egocêntrico. Um amigo não julga seu amigo; seus defeitos são meras peculiaridades. Disse Voltaire: “A amizade de um homem é um benefício dos deuses”. Nas horas incertas, quem vem em nosso auxílio senão o amigo? E, a curiosidade de um amigo sincero não é mórbida, como às vezes erroneamente julgamos. Pode, para nós, não ser conveniente. Isso é outra coisa. Quem pode saber se ele – o amigo – não está, em silêncio, querendo nos ajudar? Então, para meditar: Quem julga está julgando com seus critérios pessoais, que são e serão sempre falhos na origem, isto é, nossa sempre imperfeita razão pessoal. Não sejamos, portanto, juízes de nossos amigos. Nem de nada nem de ninguém. Estejamos atentos, isto sim, para reformar nossas mazelas, que são muitas. Esse trabalho, por si só, já é gigantesco, e, nem sempre, bem sucedido. Então, relativamente ao ato-processo de viver, por que dizer e afirmar coisas que, em nosso íntimo, pensamos exatamente o contrário? E, por que — como escreveu a escritora e pensadora Lya Luft — nos perdemos tanto? Por que tantos encontros maravilhosos acabam se transformando em desencontros escabrosos? Por que muitas pessoas acabam trilhando uma estrada de desencanto e de rancor? Por que discriminamos os outros? Por que usamos expressões do tipo 'burro', 'viado', 'babaca', 'preguiçoso', 'crioulo', 'ultrapassado' 'careca', 'gordo', 'barrigudo', 'pé'-pé, 'preguiçoso', 'marafa'...? Por que humilhamos os outros? Por que não somos generosos, amorosos e solidários? Afinal, não somos uma ilha! Existem momentos no decorrer de nossa caminhada que são difíceis de enfrentar e aí nos pegamos, quase sempre, recorrendo ao conforto, ao carinho e amparo que um ser amigo pode nos dar. Eu não tenho a menor vergonha de ligar ou enviar um e-mail e pedir: — Ore por mim. É quase bate-pronto e logo logo vem como resposta outro e-mail com palavras e recomendações absolutamente exatas. E uma afirmação mais ou menos assim: Orarei por você.
Sei contudo, que ele enquanto amigo, podemos fazer bem mais do que isso. Não que uma oração não seja suficiente. Mas, algo mais aconteceu, e mesmo assim, o poder das palavras sinceras desse amigo farão com que no dia seguinte acorde refeita e pronta para continuar a faina. O que é isso? Fraternidade? Sim. Amor incondicional? Sim. Mas é também amizade.
Bendito sejam os AMIGOS QUE SÃO FLORES NO JARDIM DA VIDA. Um amigo sincero é uma coisa bela e doce e em nossas necessidades estará sempre presente. Quem tem um amigo é rico; e quem não tem um amigo é porque nunca fez por onde ou não mereceu. Mas é difícil alguém não ter pelo menos um amigo. Um amigo não pode ser conquistado com esforço. A harmonia e a comunhão entre ideais e propósitos produzem a mais sólida amizade. É, alguém a quem não posso dar devidamente credito: “Um amigo pode ser considerado a obra-prima da Natureza”. Assim, o prêmio (se prêmio houver!) pela prática da virtude é a própria virtude, e uma amizade sincera só poderá prosperar e se firmar solidamente com base na virtude. Até porque “Amigo verdadeiro é aquele que nos quer apesar de nada”. E esses não são numerosos, mas são os virtuosos, herança de Deus na terra. Um verdadeiro amigo, está sempre pronto para dar o melhor de si ao outro, além de estarem sempre disponíveis para os seus amigos, e fazendo sol ou faça chuva não abandonarão, sob nenhuma alegação, a mais mínima parcela desse TODO. Penso também na amizade que existe entre dois bichos e entre um bicho e o homem. Há algo de profundamente superior — além mesmo da compreensão comum — nessas relações interseres. Há certos animais (animais?) que até podem se comunicar psiquicamente com os seres humanos. Os animais são nossos irmãos menores e podem, em determinadas circunstancias da vida, fazer o papel de nossos Irmãos Maiores. A amizade é algo, por assim dizer, divino. Exagerei? Penso que não. Na amizade sincera há uma espécie de fusão de ALMAS. Eu poderia ficar perturbando vocês sobre meus “achismos” a respeito do que penso sobre AMIZADE, e cansá-los com meus exemplos pessoais. Mas, prefiro, antes de concluir, transcrever a um pedaço da letra da Canção Da América, de Milton Nascimento e Fernando Brant, que diz: Amigo é coisa prá se guardar debaixo de sete chaves Dentro do coração, assim falava a canção que na América ouvi (...) Amigo é coisa prá se guardar no lado esquerdo do peito Mesmo que o tempo e a distância digam não Mesmo esquecendo a canção E o que importa é ouvir a voz que vem do coração Pois seja o que vier, venha o que vier Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar


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