NÃO SEI SE SOU, MAS GOSTO DE PENSAR QUE POSSO SER POIS MUITO JÁ SOU, MAS QUERO MAIS....
- 2 de set. de 2016
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Normalmente quando transbordo, o faço como uma auto análise, momento de reflexão de quem pode se ler de fora, mais ou menos no estilo da alma que sai do corpo e viaja pela vastidão de Deus e tudo o que ELE criou. Audácia minha?! Não sei. Sinceridade?! Ah, isso com certeza. Porque posso usar máscaras durante a vida inteira, menos para ELE. E eu não sou mais assim. Não era feliz quando usava máscaras. Prefiro viver as alegrias e as dores em todas as intensidades e cruezas, docilidades e exacerbados matizes, porque são parte dessa escola que nos encontramos, e não me cabe o inexorável tédio de sentimentos rasos, ralos e poucos. Se eu confio em Deus, consequentemente, confio em mim, já que sou parte de Sua criação. Por isso quero me permitir ser uma infinidade. Poder me mover com o vento. Me perder na vastidão do rio/mar Aquecer como o sol Ser vibrante como as cores do arco íris Quero ser como a flor exótica e única que se abre todos os dias, igual, mas sempre diferente. Quero dominar meus medos, como quem alcança uma inóspita montanha e seu cume gelado. Eu ser sempre quem sou, em toda minha totalidade, para assim seguir, sentindo-me conectada a tudo e a todos a todo momento. Acho que passei a realizar milagres quando assumi essa capacidade. Essa capacidade dr me ler de dentro para fora e de fora para dentro. Quando sentir que podia mais sendo simples, do que me deixando ser consumida pelo egoísmo e prepotência de me achar melhor a qualquer pessoa. Percebi que onde colocava o foco, florescia, renascia e seguia renovada de amor e esperança, fé e confiança. Que onde colocava energia, multiplicava-me positivamente feliz e partir daí podia tocar os que de mim se aproximassem com um abraço, sorriso ou um simples brilho no olhar. Tudo dependia da qualidade da energia que estava usando. Se eu sou uma infinita possibilidade de milagres, quero pensar que seja por conta das orações que elevo, da alegria que divido, da maneira com que olho a vida. Eu amo correr ao ar livre e me sentir conectada com vida viva, pulsante. Olhar para o horizonte agradecida por transcender por amor, todas as expectativas que se apresentavam contrárias ao meu viver. Sim. Todos somos capazes. Todos podemos ir além dos medos e limitações que venham a se apresentar. Eu não sei nadar....mas já andei de jangada no meio do mar .....Já brinquei no banana boat .....Já fiz snoocker Tenho medo de altura....mas já andei de bondinho, aquele do Pão de Açúcar .....Já subi a Torre Eiffel .....Já desci e subi uma escada com mais de 400 degraus Em contrapartida há situações que ainda não dominei. Que precisam ser trabalhadas com vigor e persistência. Mas chego lá. Intimidamente, já tive medo de transbordar o que sou, do jeito que sou. Porque a sociedade nos apregoa que temos que estar adequados as circunstâncias, valores e tantas coisas que não nos cabem. Não somos iguais e jamais seremos, até mesmo gêmeos univitelinos tem um pequeno quê, que os faz únicos. Não precisamos andar na contra mão, fazermos barricadas ou até mesmo nos tornarmos amargos, insatisfeitos e enveredarmos por caminhos que não queremos. A questão é mais simples. Estou dizendo simples e não fácil. Se ame. Conheça-se. Se ame novamente e mais uma vez....toda vez. Auto conhecimento e amor próprio são essenciais, para que possamos transformar aquilo que achamos que não podemos, não queremos ou não conseguimos, em novas possibilidades. Se for preciso, vamos mudar o foco. Trabalhar o medo. Reinventar as 'limitações'. Gritar a plenos pulmões.
A vida em si vem para #transformar, curar e permitir. E pra mim, esse infinidade de milagres que somos capazes de viver e sentir, permite que tanto eu quanto qualquer pessoa possa ser quem é em toda liberdade e grandiosidade. Por isso....permita-se fluir.


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