DÉBITO ou CRÉDITO
- 11 de set. de 2016
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"O amor não cria débito quando qualquer coisa sai dos eixos, pelo contrário, credita em nõs, um espaço maior para mais amor, para outras e novas ilusões e resoluções."
Calma! Não me olhe assim, com essa cara de espanto. Todos precisamos de momentos de introspecção, por isso, garanto a você, não é solidão. É apenas gosto pela minha própria companhia e esse gostar faz parte de mim, vem desde muito tempo, talvez até pelo fato de ser filha única de pais já de certa idade.
Então repito: - calma aí.
Eu não mudei, nem enlouqueci de vez.
Continuo amando a companhia dos amigos, da minha família, das travessuras em companhia das crianças que circulam em minha vida, das pessoas queridas.
Mas eu sempre gostei da minha companhia. Divirto-me com os outros com a mesma intensidade, que me divirto comigo também.
Pera....antes de pensar ou criar juízo de valor, não chame de pretensão. Não me sinto autossuficiente, não me tornei uma ilha, nem posso. Minha intensidade precisa de eco para existir.
Eu ainda sinto medo de certas coisas, sinto falta das pessoas, sinto saudade como qualquer mortal. Tá certo que hoje sinto de um jeito diferente, mas reitero e asseguro que a intensidade das minhas emoções continuam as mesmas.
Longe de ser desilusão. Ainda quero me iludir e me desiludir muitas vezes nesta vida.
O melhor do amor é não deixar que crie hábito, caia no tédio ou no débito por se pensar ou querer diferente, ao contrário, que crie crédito na vida, abrindo espaço para mais amor, para outras e novas ilusões, para outros e novos sonhos, para outros e novos olhares sobre o mesmo sentir, para o mesmo amar.
E se houver algum tipo de desilusão, que se transforme e libere novos espaços em meu coração, solidificando o aprendizado, fazendo-me crescer.
Não sei responder se há um significado maior ou mais profundo para o momento em que resolvemos experimentar a nós mesmos. Já tive momentos de experimentar tudo e eles não tiveram nenhuma classificação, nenhum significado oficial. Já experimentei as pessoas e já permiti que me experimentassem também.

Não sou fácil.
Ninguém o é!
E ainda assim, não me sinto anormal ou fora do contexto. Todos somos um grande mistério e precisamos em algum momento, ou em mais de um, experimentar a nós mesmos.
Estou aqui neste lugar, neste momento que eu escolhi com certeza e tranquilidade.
Eu sei, que mais uma vez preciso decidir o que fazer. Renovar a esperança e tomar novo rumo.
Se ainda não há a segurança devida para minhas futuras escolhas, não há entretanto, medo da queda.
Há sim, a certeza dessa instrospecção. Desse silêncio partilhado com ELE, para minha total entrega e fortalecimento do caminho a seguir.
Não faça perguntas por que eu não sei o que responder.
Não peça explicação porque nem sei o que explicar.
Vou ficar aqui. Quieta. Olhando pra dentro de mim, até saber aonde ou onde quero chegar.
Eu estou bem.
Eu não mudei.
Eu escolhi este momento e este lugar.
E nada pode ser melhor do saber que para cada débito, haverá a contrapartida de crédito proporcional, pois afinal, tanto um como outro, serão resultado das escolhas e das sementes plantadas pelo caminho.
Serão do tamanho das sementes de esperança, da fé e Amor que plantamos também em nós mesmos.


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